domingo, 5 de dezembro de 2010

Relutância.

Foi num sorriso
Tão sincero como o de uma criança
Que meus olhos brilharam
E meu coração, por vezes ingênuo
Pareceu tomar vida.

Como é possível
Sendo um completo desconhecido
Tu, coração inibido
Ser capaz de me fazer desejar
Aquilo que jurei não mais sonhar?

Só te peço, por favor
Que não me pregue uma peça
Como na anterior
Pois se for pra sofrer
Te imploro, não quero esse novo amor.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Desenho Foliforme.

Se à mão tenho
Um lápis e papel
Tracejo linhas e curvas
Sem imaginar um resultado.

Aos poucos
Meu desenho toma forma
E quando logo percebo
Estás ali.

Cada detalhe
Os quais nunca deixei de notar
Teus olhos redondos e profundos,
Tua bochecha rosada.

Só me pergunto
Pra que é que te esboço
Se é tua real presença
Que me faz alegrar.

Já foram tantos, que perdi a conta.



O que me resta do que não existe mais. (Lamentações de um coração abandonado)

Insônia.
Excesso de pensamentos combinada ao vazio no peito.
Angústia.
Pesar ao imaginar o que poderia ser, saudade ao lembrar o que foi.
Solidão.
Medo de errar.
O que me resta, senão, lamentar?
Lamentar pela perda.
Se é que em algum momento me possuiu.
É pela fartura de substantivos para definir o que venho sentindo,
que me sinto totalmente incompleta.
Me abala perceber que todos os dias eu saia à procura de novas maneiras de te encontrar,
mas me culpava cada vez mais por ter tantas expectativas. E quantas. E tantas.
E sofria. Me echia de frustrações.
Agora é tentar disfarçar.
Costurar um sorriso nos lábios, limpar os borrões dos olhos.
Apagar todas as imagens e lembranças inapagáveis.
Me ausentar de culpas.
A insatisfação não é nada além de um momento.
Mas há algo que me faz manter presa à esse momento,
e cada atitude que tomo me faz retornar ao mesmo ponto.
O que me resta, senão, aguentar?


Assim como em todas as promessas irrelevantes que fiz, 
juro nunca mais te querer.